Algarve
Longe da praia, o Algarve é serra, medronhal e oficinas. O esparto arranca-se à mão nas encostas, o cobre ainda se martela em Loulé e a palma passa de mão em mão em Tavira.
O esparto da serra
Isidoro Ramos, de Paderne, aprendeu o esparto em criança com a avó e a mãe. Trabalhou numa companhia de telefones e, quando se reformou, voltou ao campo. O esparto não se corta: arranca-se, entre julho e setembro. Isidoro é dos poucos artesãos que ainda o colhem nas serras do interior algarvio.
O cobre de Loulé
Nuno Palma trabalha na Oficina dos Caldeireiros, no projeto Loulé Criativo, que dá nova vida a ofícios com raízes no século XIII. Aprendeu com mestres como Analide Carmo e martela cobre e latão em cataplanas, pratos e peças por encomenda.
A palma de Tavira
Na AECT, em Tavira, artesãs seniores encontram-se todas as semanas para tecer a palma como antigamente. Cada tapete e cada cesto é também uma forma de quebrar o isolamento de quem os faz.
Medronho e mel
Jorge e Esmeralda Lima cuidam de 100 hectares de medronheiros selvagens em São Marcos da Serra, com vista para o rio Odelouca. Jorge é a quarta geração de destiladores da família e envelhece a aguardente em barris de carvalho antigos.
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