Lisboa e Tejo
O estuário do Tejo é das maiores zonas húmidas da Europa. Nas margens ainda se faz sal à mão e apanham-se plantas que vivem dele. Do outro lado do rio, em Lisboa, duas oficinas trabalham a madeira com tempo.
O sal do estuário
As Salinas do Samouco, em Alcochete, já foram as maiores do país. Hoje resiste a Marinha do Canto. Em março limpam-se os tanques, em junho tira-se a primeira safra com o rodo, e o sal seca ao seu tempo até ser ensacado, até meados de setembro.
As plantas que vivem do sal
A Salina Greens apanha plantas halófitas nas salinas de Alcochete: plantas que vivem em solo salgado e guardam minerais. O sal vegetal junta seis espécies nativas, que mudam com a estação. Sabe a sal e é inteiramente vegetal.
Colheres de madeira de poda
Ana Sincu nasceu na Moldávia em 1992 e veio para Portugal aos 9 anos. Formou-se em Belas-Artes em Lisboa e, no confinamento, começou a talhar restos de poda de damasqueiro, oliveira e ameixieira. Só com ferramentas manuais. Cada colher sai diferente, conforme a madeira.
Marchetaria
Jacky Cavallari nasceu em Paris, formou-se em marchetaria na École Boulle e viveu dez anos no Brasil. Escolheu Lisboa para o atelier. Pinta sem tinta: corta finas lâminas de madeira e encaixa-as, sem um único prego, em quadros de plantas e aves.
Para levar o Tejo inteiro
As mesmas peças, do mesmo produtor, juntas em packs que custam menos 10% do que em separado.


































Outono
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