Presentes de Natal para empresas: como escolher artesanato português para clientes e equipas
Como escolher presentes de Natal de empresa com artesanato português, para clientes ou para a equipa: orçamento, comestíveis ou objetos, a história de quem faz e o tempo que o trabalho à mão exige.
本文内容
Por Tiago Reis, cofundador da Ra-Ro · Ver perfil
Leitura de cerca de 4 minutos

Tenho uma certa implicância com o cabaz de Natal de empresa. Não com a ideia, que é bonita, mas com o que muitas vezes lhe acontece: caixas iguais, produtos sem nome, um cartão com o logótipo. Recebe-se, agradece-se e esquece-se em duas semanas. Um presente de empresa devia dizer alguma coisa sobre quem o oferece. E o artesanato português, quando é escolhido com cuidado, diz muito.
Para escolher presentes de Natal para empresas com artesanato português, decida primeiro três coisas: quanto quer gastar por pessoa, se prefere algo que se come ou um objeto que fica, e que história quer contar com o presente. Um produto feito à mão por um produtor identificado, como o fumeiro da Quinta dos Fumeiros, em Ponte de Lima, ou o barro negro de César Teixeira, em Gondar, Amarante, diz mais sobre a empresa do que um cabaz genérico. E como o artesanato se faz em pequenas séries, convém planear com antecedência e confirmar a disponibilidade antes de fechar a lista.
Comestíveis ou objetos: o que oferecer a clientes e equipas?
Comece pelo orçamento por pessoa. Parece burocrático, mas é o que torna o resto possível: ajuda a comparar opções e evita surpresas no total. Se precisar, defina dois níveis, um para a equipa e outro para os clientes principais. A partir daí, a pergunta é simples. O presente vai ser partilhado ou guardado?
Os comestíveis partilham-se no escritório ou na consoada e ninguém fica com mais uma coisa para arrumar. O Pack Fumeiro de Ponte de Lima é uma tábua inteira do Minho numa caixa, com cachaço com queijo Senra, presunto de peru fumado a lenha, chouriço de cebola e folar. Gosto especialmente da história por trás: a Deolinda, da Quinta dos Fumeiros, aprendeu com a mãe, Aurora, que em Portugal se mostra amor através da comida. É difícil pensar numa razão melhor para oferecer comida a alguém.
Há cuidados a ter, e vale a pena ser prático. Nem toda a gente bebe álcool, e há quem não coma carne de porco ou siga outras restrições. Se não conhece bem quem vai receber, prefira opções neutras ou ofereça duas alternativas à escolha.
Os objetos ficam. O Pack Mesa de Barro Negro junta cabaça, jarrão, púcaro e alguidar feitos à mão por César Teixeira em Gondar e cozidos em soenga, uma cozedura numa cova escavada na terra que dá ao barro a sua cor negra. Nenhuma peça sai igual à outra, e as manchas e os brilhos são as marcas do fumo. É o tipo de presente que se põe na mesa e se mostra às visitas. Para algo mais pequeno, o Pack Lanche Alentejano junta um tabuleiro de chá e uma caixa com seis bases de copos pintados à mão pela Zézinha, no Redondo. Ela pinta o mobiliário alentejano como aprendeu há quatro décadas com o seu mestre: desenha com o dedo o centro das flores e só depois completa a composição com os pincéis. É um gesto que me fica na cabeça.
Clientes, equipa ou parceiros: escolhas diferentes
Para a equipa, o mesmo presente para todos evita comparações, e um comestível bom ou um objeto de uso diário funciona bem. Para clientes, vale a pena subir um patamar e escolher algo com mais presença, como o Pack Lourinhã: Matriz e Clássica, da Adega Cooperativa da Lourinhã. A Lourinhã é uma das três regiões demarcadas de aguardente do mundo, ao lado de Cognac e Armagnac, e isso dá uma boa conversa à mesa. Para parceiros internacionais, produtos ligados a uma região portuguesa concreta explicam-se sozinhos e mostram de onde a empresa vem.
Porque é que a história de quem faz conta
Um presente de empresa raramente é lembrado pelo preço. É lembrado pelo que tinha de diferente. Saber que o barro negro de Gondar é cozido numa cova abafada, ou que um tabuleiro foi pintado por alguém que começa as flores com o dedo, transforma um produto num assunto. O meu conselho é simples: junte ao presente uma nota da sua empresa a contar quem fez a peça e de onde vem. Quem recebe percebe que houve escolha. E o dinheiro vai diretamente para quem mantém vivo um ofício, o que para mim é a melhor parte. Falamos disso em Apoiar artesãos portugueses.
Por último, o tempo. Peças feitas à mão não se produzem à pressa, e algumas existem em poucos exemplares. Os packs da Ra-Ro juntam peças do mesmo produtor e simplificam a escolha. Quando souber o número aproximado de pessoas, o orçamento, o tipo de destinatário e a data, escreva-nos pela página Fale com a Ra-Ro, de preferência cedo, para termos tempo de ver consigo o que é possível. Se ainda está a explorar, veja o guia de presentes de Natal por preço.
Perguntas frequentes
Qual é um bom presente de Natal para dar a clientes?
Um produto português feito à mão, com produtor e região conhecidos, como uma aguardente DOC Lourinhã ou um conjunto de barro negro de Gondar. Diferencia a empresa muito mais do que um cabaz genérico.
Quanto gastar num presente de Natal de empresa?
Depende da relação com quem recebe. Ajuda definir um valor por pessoa e, se for preciso, dois níveis: um para a equipa e outro para os clientes principais.
É melhor oferecer comestíveis ou objetos?
Os comestíveis partilham-se e não ocupam espaço; os objetos ficam e lembram quem os ofereceu. Para destinatários que não conhece bem, opções sem álcool nem carne são mais seguras.
Com quanta antecedência devo encomendar presentes de empresa?
O mais cedo possível. O artesanato faz-se em pequenas séries e algumas peças existem em poucos exemplares, por isso é preciso tempo para confirmar quantidades.
Como pedir presentes de Natal para empresas à Ra-Ro?
Pela página Fale com a Ra-Ro, indicando o número de pessoas, o orçamento por pessoa, o tipo de destinatário e a data em que precisa dos presentes.
-10%稀有组合
十一月精选












