
Olaria XT
Aos 13 anos começou a trabalhar o barro. Aos 16 já era mestre oleiro. Hoje, no Redondo, Xico Tarefa dá forma às peças na roda e Zeza, sua mulher, pinta a expressão final.
Ao longo de décadas, Xico Tarefa, nome pelo qual é conhecido Francisco José Rosado, aprendeu as técnicas tradicionais da olaria do Redondo, trabalhando o barro na roda e dando forma a peças que fazem parte do quotidiano e da cultura da sua terra.

A roda é central, mas antes há que conhecer o barro, escolhê-lo, saber como reage e depois prepará-lo. E Xico aprendeu com os mestres, como Ezequiel Campainhas.
Tornou-se mestre oleiro aos 16 e chocolateiras, pratos, saladeiras, cantarinhas, alguidares, barris, pratos de peixe, tachos e frigideiras começaram a ganhar forma na sua roda, com uma arte que veio com o tempo. O trabalho de Xico Tarefa distingue-se pelo desenho rigoroso e por uma estética ligada à ruralidade e à identidade alentejanas.
Em 2000, abriu a sua própria oficina, a Olaria XT. É aqui que a roda e as mãos de Xico continuam hoje a moldar o barro. Depois, quando as horas passam, o trabalho prolonga-se e entra Zeza, a sua mulher. Na pintura das peças, onde as cores e os motivos tradicionais do Alentejo tornam as peças reconhecíveis, é ela quem tem o papel principal.

Tal como aprendeu, Xico Tarefa gosta de ensinar. Tem participado em exposições, projetos de valorização do património cerâmico e ações de formação. Em 2024, orientou, com Marta Castelo, uma residência artística dedicada à olaria tradicional, promovendo o contacto com a roda e as técnicas decorativas.
A Olaria XT mantém uma tradição em movimento: respeita as formas e os gestos herdados, mas acolhe a interpretação e a expressão própria das mãos de quem trabalha o barro e de quem lhe dá cor e expressão.


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