
Porta da Loja
A família Casais, de Tibães, empenhou-se em resgatar esta maçã da obscuridade, herdando o compromisso de monges e camponeses que a preservaram ao longo de séculos.
Ver as peças (2)UMA MAÇÃ RESGATADA PELA DEDICAÇÃO FAMILIAR
Tudo começou com uma árvore. Uma árvore genealógica. A dos Casais, de Tibães (Minho, Portugal), que se comprometeram a resgatar a maçã Porta da Loja da sua quase extinção.
Séculos antes, monges beneditinos do Mosteiro de Tibães tinham preservado a sua cultura com devoção quase religiosa e, mais tarde os agricultores locais habituaram-se a guardá-la na despensa (“loja”) que ficava atrás da porta de casa.

Herdar esta fruta delicada dos monges e dos camponêses exigiu à família Casais um espírito de resiliência. Ou, antes, um ritual de resiliência.

Começaram por procurar as últimas árvores vivas, espalhadas por terras esquecidas. Colaboraram com investigadores agrícolas para catalogar e preservar espécimes viáveis, plantando novos pomares que respeitassem a integridade genética da árvore. Hoje, a maçã está de volta e pode ser apreciada em produtos como sidra e compota, ou degustada ao natural, inteira e suculenta. A memória fica para sempre madura.
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Porta da Loja
Origens e Legado Familiar
Contexto Histórico
Resgate e Preservação
Renascimento e Produtos


SOBRE A MAÇÃ PORTA DA LOJA
As peças
A primeira dentada nesta maçã é uma viagem no tempo. Segurámo-la, feia e irregular, e estivemos prestes a mordê-la pensando: o que estamos prestes a provar quase se extinguiu. A dentada fez com que o sumo nos inundasse o espírito, rendendo-nos aos sabores seculares de Tibães. As pessoas do Minho conhecem esta maçã pela sua resistência, mas a sua fama nunca foi além do Douro. Com o êxodo rural e a preferência por maçãs importadas, quase desapareceu. Agora, aqui está ela, à porta de nossa casa, um testemunho de perseverança. O que se serve não é apenas uma maçã, mas uma história de resgate e dedicação, partilhada a cada dentada com alma.

























