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Ecolã

Em 1995, João Clara de Assunção regressou a Manteigas vindo de Lisboa para revitalizar o negócio familiar Ecolã, fundado em 1925. Economista de formação e o terceiro herdeiro a gerir a humilde oficina. Chama-lhe a melhor decisão da sua vida.

João salvou a Ecolã da extinção e iniciou um percurso que a transformou numa empresa artesanal certificada, a mais antiga de Portugal de origem familiar.

Tudo gira à volta da lã bordaleira Serra da Estrela, uma raça autóctone da região. O burel, tecido denso, quente e impermeável usado por pastores e clérigos, de origem medieval, é hoje produzido de forma verticalizada num processo eficiente e livre de químicos.

Hoje, João conta com a colaboração da quarta geração, as filhas, como parceiras de negócio e artesãos.

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Isidoro Ramos

O esparto não se corta. Arranca-se.
Isidoro Ramos voltou ao campo que o viu crescer. E recuperou a tradição que as mãos da avó e da mãe lhe ensinaram. Para que o esparto algarvio não desapareça nas serras onde ainda cresce.

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Salinas do Samouco

Na Marinha do Canto, o saber não tem validade. Tal como o sal.
No estuário do Tejo, as Salinas do Samouco foram outrora as maiores produtoras do país. Hoje resiste a Marinha do Canto onde o sal, teimoso, ficou.

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Salina Greens

Onde o sal não é sal.
Na Salinas Green, a paisagem não é cenário. É sistema vivo.
Aqui, as plantas crescem onde a terra encontra o sal e o alimento nasce da sua regeneração.

 

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