
Tabuleiro
30,70 €
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Production artisanale en petite série. Le délai court à partir de la commande.Quando chegam os primeiros dias de outono, voltam as memórias dos lanches em casa da avó, no Alentejo: o pão acabado de cortar e os quadrados de escarapiada. Esses dias já parecem distantes, mas há memórias que ficam. Às vezes, basta um tabuleiro de chá para as trazer de volta.
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Tabuleiro
Tabuleiro
Um tabuleiro de chá e muitas memórias
O mobiliário pintado alentejano terá surgido em Évora, em meados do século XIX, e foi depois adotado por artesãos de outras localidades da região. Para além das cadeiras com assento em buinho, também arcas, camas, cómodas e tabuleiros de chá passaram a receber flores e padrões pintados à mão.
Tradicionalmente, estas peças são pintadas com tinta de esmalte sobre fundos azuis, brancos, verdes, vermelhos ou amarelos. Este tabuleiro é diferente: tem fundo preto e foi pintado pela artesã Zézinha, no Redondo, onde continua a trabalhar esta tradição.
Com flores e ramagens, Zézinha compôs a decoração como aprendeu há quatro décadas com o seu mestre. Os gestos mantêm-se - desenha com o dedo o centro das flores e completa depois a composição com os pincéis, usando tons mais suaves para criar contraste.
É assim, entre gestos aprendidos e flores pintadas à mão, que um simples tabuleiro de chá pode guardar muito mais do que aquilo que serve.
Voyez chaque détail.





Tabuleiro
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PINTAR O DIA‑A‑DIA DO ALENTEJO
Há quatro décadas que, no Redondo, Maria José ou Zézinha, como é conhecida, pinta o mobiliário alentejano. Sobre as cores base os seus dedos começam pelo desenho do centro de uma flor. E com o passar dos dias, os pincéis vão contando a história da sua terra. Em flores. Zézinha começou aos 18 anos, num dos cursos que abriram no Redondo. Aprendeu com um mestre que, se fosse vivo, teria hoje mais de cem anos. Os gestos que lhe transmitiu continuam presentes no seu trabalho. Como ela, cadeiras, camas, arcas, tabuleiros e tantos outros móveis continuam a contar, com cores fortes e muitas flores, as histórias das casas alentejanas e do dia-a-dia das suas gentes. Cada peça é pintada à mão e nenhuma é igual à outra. A continuidade do ofício preocupa Zézinha. A preparação da base exige muito trabalho e paciência, qualidades que nem todos estão dispostos a dedicar-lhe. Já teve aprendizes, mas diz que nenhum continuou. É assim, entre a persistência de quem aprendeu e a incerteza de quem poderá continuar, que esta tradição chega até nós. Cada peça de Artesanato Zézinha leva às casas de hoje a arte que, há gerações, dá vida e cor às do Alentejo.
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