
Armário de Ovos
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Production artisanale en petite série. Le délai court à partir de la commande.Acordou ao cantar do galo. Abriu a porta de casa com vagar e dirigiu-se à capoeira. Já havia pequeno-almoço! Pôs os ovos no cesto e regressou à cozinha. Alguns foram diretos para a frigideira e os restantes guardou-os no pequeno armário de ovos, com um sorriso. Parecia quase de brincar.
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Armário de Ovos
Armário de Ovos
Guardar ovos como se estivéssemos a brincar
Pequeno e irresistível, este armário parece saído de uma casa de bonecas. Foi pintado pela artesã Zézinha, uma das poucas que, no Redondo, ainda pinta o mobiliário alentejano, dando a conhecer, através das suas peças, os costumes e as casas desta região.
Tem uma prateleira e grades para guardar os ovos. O seu fundo verde-escuro é uma das cores tradicionais do mobiliário alentejano, a par do azul, do grená, do vermelho, do amarelo e do branco e Zézinha deu-lhe vida com flores e ramagens, como sempre faz.
Com o dedo desenha o centro das flores e completa depois a composição com os pincéis, usando tons mais suaves para criar contraste. Foi assim que aprendeu com o seu mestre, há quatro décadas, e é assim que continua a manter viva esta arte.
Um armário para guardar ovos que nos dá a conhecer o dia a dia do Alentejo. E que nos traz de volta a vontade de brincar.
Voyez chaque détail.






Armário de Ovos
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PINTAR O DIA‑A‑DIA DO ALENTEJO
Há quatro décadas que, no Redondo, Maria José ou Zézinha, como é conhecida, pinta o mobiliário alentejano. Sobre as cores base os seus dedos começam pelo desenho do centro de uma flor. E com o passar dos dias, os pincéis vão contando a história da sua terra. Em flores. Zézinha começou aos 18 anos, num dos cursos que abriram no Redondo. Aprendeu com um mestre que, se fosse vivo, teria hoje mais de cem anos. Os gestos que lhe transmitiu continuam presentes no seu trabalho. Como ela, cadeiras, camas, arcas, tabuleiros e tantos outros móveis continuam a contar, com cores fortes e muitas flores, as histórias das casas alentejanas e do dia-a-dia das suas gentes. Cada peça é pintada à mão e nenhuma é igual à outra. A continuidade do ofício preocupa Zézinha. A preparação da base exige muito trabalho e paciência, qualidades que nem todos estão dispostos a dedicar-lhe. Já teve aprendizes, mas diz que nenhum continuou. É assim, entre a persistência de quem aprendeu e a incerteza de quem poderá continuar, que esta tradição chega até nós. Cada peça de Artesanato Zézinha leva às casas de hoje a arte que, há gerações, dá vida e cor às do Alentejo.
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