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Musaz

Vanessa Melo fundou a MUSAZ com o objetivo de explorar o potencial sustentável e socialmente inclusivo da bananeira nesta região insular, transformando o desperdício botânico em artigos artesanais. Isto porque a bananeira não permite uma segunda colheita, tornando-se um bio resíduo depois de dar fruto.

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ARTE SOCIAL DA BANANEIRA
A história4peçasVer as peças

Uma arquitecta doutorada em urbanismo e investigadora entra num quintal com bananeiras nos Açores. Como piada, esta história não leva a lado nenhum; como projeto ecológico, vai muito longe.

Vanessa Melo fundou a MUSAZ com o objetivo de explorar o potencial sustentável e socialmente inclusivo da bananeira nesta região insular, transformando o desperdício botânico em artigos artesanais. Isto porque a bananeira não permite uma segunda colheita, tornando-se um bio resíduo depois de dar fruto.



Tudo começou em 2022, com um projeto colaborativo, recolhendo bananeiras nos quintais de amigos e familiares, experimentando extrair, secar e triturar fibra dos caules de bananeira. Desta experiência surgiu o livro “Uma Viagem ao Centro da Bananeiraˮ que conta a história desta primeira iniciativa e suas descobertas.

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Mas rapidamente o projeto cresceu, e em 2025 a Vanessa criou a marca MUSAZ, dando continuidade à experiência anterior. Para além de criar belos objetos com fibra de bananeira - desde a cestaria a objetos mais têxteis e com papel de bananeira, a MUSAZ promove oficinas de formação e lazer para idosos, crianças e turistas, bem como divulga e expõe sobre o trabalho criativo com esta matéria prima.


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Musaz
O percurso

Musaz

Origens e Fundadores

Um arquiteto, um enfermeiro e um gestor cultural entram num bananal nos Açores. Como anedota, esta história não vai a lado nenhum; como projeto ecossocial, vai até ao fim. Vanessa Melo fundou a Musaz em 2022, juntamente com António Braga e Elga Martín, para libertar o potencial sustentável e socialmente inclusivo das bananeiras da região, transformando resíduos botânicos em artefactos artesanais.

Primeiros Passos e Experimentação

Tudo começou no quintal da Elga, com experiências feitas com os troncos crus de bananeiras que iam ser abatidas por já não poderem dar fruto.

Crescimento e Impacto Social

Em pouco tempo, a Musaz tornou-se um projeto ambicioso: começaram a resgatar plantas descartadas, a secar e desfiar as suas fibras e a capacitar pessoas de todos os percursos de vida, sobretudo através da contratação de segunda oportunidade, para a produção criativa artesanal.

Atividades e Divulgação

Além de criar objetos bonitos, a Musaz promove workshops para seniores, crianças e turistas, expõe instalações artísticas e publicou o livro “A Trip to the Center of the Banana Tree” sobre a sua arte e o seu trabalho.
A técnica

SOBRE A BANANEIRA

Cada bananeira dá frutos apenas uma vez na vida, sendo depois substituída e desperdiçada. A Musaz aproveita os caules para extrair fibras através de um processo manual de extração, secagem e desfiamento.
INTEMPORAL
A Musaz não cria apenas objetos; tece histórias de inclusão e sustentabilidade. Cada cesto representa uma segunda chance para as pessoas e para a bananeira, transformando o efémero em eterno através de um trabalho manual que valoriza o material e o ser humano. Através do artesanato, as fibras ganham nova vida, e as comunidades encontram um propósito, num ciclo de respeito pelo ambiente e pela dignidade humana. Este projeto eco-social mostra que é possível criar valor a partir do que é considerado descartável, inspirando uma consciência mais ampla sobre consumo e comunidade. O legado da Musaz é uma tapeçaria de inovação e cuidado, partilhada a cada peça, ligando o passado agrícola dos Açores a um futuro mais verde e justo.
CategoriasOlaria, cortiça, marcenaria e mais ofícios.
Histórias Ra-RoVeja as mãos por trás de cada peça.Ver os documentáriosÚltima atualidadeLinho português: como se faz, do campo ao tecido, e como cuidar de linho bordadoLer a atualidade
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