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Vinagreira de Barro Negro: o fumo que guarda uma arte de Gondar

Tiago ReisPor Tiago Reis, cofundador da Ra-Ro · Ver perfil

Leitura de cerca de 3 minutos

Vinagreira em barro negro de Gondar

Em Gondar, no Minho, o barro não se cozia em fornos fechados. Cozia-se ao ar livre, em covas abertas na terra, envolto em chamas e fumo. Dessa técnica, a soenga, nasce o negro profundo desta vinagreira.

O que torna esta vinagreira tão rara?

Cada vinagreira é uma peça única, moldada na roda baixa e cozida ao lume vivo. Não há duas iguais, porque não há duas cozeduras iguais.

Como se faz a soenga, a cozedura que dá o negro?

Abrem-se covas no chão onde as peças são cobertas de combustível; o fogo atinge cerca de mil graus e, no fim, a queima é abafada. Sem oxigénio, o fumo entranha-se no barro e fixa o tom escuro.

Pormenor do barro negro de Gondar

Quem guarda esta arte hoje?

César Teixeira e o filho João, em Gondar, são dos últimos guardiões desta olaria tradicional.

Vinagreira de barro negro pousada numa mesa

Conheça a Vinagreira de Barro Negro.

Perguntas frequentes

O que é a Vinagreira de Barro Negro de Gondar?

Uma vinagreira artesanal em barro negro, feita à mão para servir azeite e vinagre. A superfície escura e mate dá-lhe uma presença escultórica.

Quem faz esta peça e onde?

César Teixeira e o filho João, em Gondar, Amarante, no Minho. São dos últimos guardiões desta olaria tradicional.

O que é a técnica da soenga?

Um método ancestral de cozedura ao ar livre, em covas onde o fogo atinge cerca de 1000 graus; o fumo, sem oxigénio, fixa o tom escuro.

Porque é uma peça rara?

Restam pouquíssimos praticantes desta técnica ancestral, e cada cozedura é diferente, pelo que cada peça apresenta variações únicas.

Quais são as dimensões?

Cerca de 18 cm de diâmetro e 20 cm de altura. As peças são modeladas na roda baixa, manual.

Como cuidar desta peça?

Manuseie com cuidado, evitando quedas e mudanças bruscas de temperatura; limpe o pó com pano de algodão seco.

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