A beleza contida da vulnerabilidade
Há algo profundamente humano no Ouriço em Barro Vidrado de António Ramalho. Na sua forma circular, fechado sobre si mesmo, reconhecemos proteção e defesa.
Os seus espinhos não atacam, alertam. É nesse momento que sentimos uma silenciosa tensão. Entre o instinto de nos aproximarmos, a vontade de conhecer e o desafio de não tocar. Mas cuidar.
Pelas mãos do escultor António Ramalho, o barro deixa de ser matéria inerte e torna-se pele. Uma pele sensível que marca a fronteira entre o mundo e o que nos é mais difícil de expor.
O ouriço pede respeito, contenção. E é nessa contenção que reside a sua maior beleza – como se a peça estivesse constantemente a decidir entre fechar-se ou abrir-se. Diante dela, reconhecemo-nos. Também nós erguemos espinhos por vezes. Por receio, por fragilidade.
Bisneto de Rosa Ramalho e filho de Júlia Ramalho, dois nomes icónicos da cerâmica portuguesa de Barcelos, António Ramalho aprendeu o ofício em casa, mas foi em Inglaterra e França que encontrou a distância necessária para crescer na sua própria expressão. As cores vivas e a textura vítrea do barro tornaram-se a sua assinatura, visível nesta peça - o Ouriço.
Diâmetro > 15 cm
Altura > 20 cm
Manuseamento
Devido à natureza única e artesanal desta peça, manuseie-a com cuidado para evitar embates ou quedas acidentais. Evite mudanças bruscas de temperatura, pois isso pode causar fissuras.
Armazenamento
Se utilizada para fins decorativos, utilize um pano de algodão seco ou uma escova macia para remover o pó.
Guarde num local seguro onde esteja protegida de possíveis impactos.