O sal que se vê antes de se provar
No estuário do Tejo, as Salinas do Samouco foram outrora as maiores produtoras de sal do país. Hoje resiste a Marinha do Canto onde o sal, teimoso, ficou. É aqui que a Flor de Sal nasce. Na superfície das salinas, quando as condições são perfeitas, forma-se uma delicada camada de cristais. Recolhida à mão, com redes e com o saber que ao tempo resiste.
É o crocante que se ouve antes de se sentir. Não serve para temperar, mas para finalizar. Para apurar o prato já feito e despertar o que estava quase lá.
É mais do que um tempero. É o momento final. Pelas mãos de todos os que na Marinha do Canto insistem em produzi-lo.