A forma segue a função. Sem botões, fechos ou tamanhos.
Atravessámos o Atlântico e recuámos no tempo. Ao tempo dos Mapuches, que usavam o Poncho contra o vento sul, das culturas pré-incas onde as suas cores e padrões indicavam estatuto e crenças, até aos Incas já com uma sofisticada tecelagem. Também os espanhóis durante a colonização perceberam a sua utilidade para andar a cavalo.
Chegou aos "Spaghetti Western" no século XX e a muitas passarelas nos anos 70. Em Portugal, na Serra de Montemuro, ganhou o corpo do burel para enfrentar o rigor da chuva. É este legado de proteção e liberdade que as Capuchinhas preservam.
Com respeito pela tradição e pela natureza, as Capuchinhas recriaram esta peça, com a técnica de reciclagem de linho e tintos naturais de nogueira e líquenes, da sua Aldeia em Campo Benfeito. Devido ao processo de tingimento orgânico e manual, cada poncho apresenta nuances de cor únicas. Não existem duas peças iguais - a natureza dita a tonalidade final.
Este poncho tem malha na gola, punhos, bolso e carapuço e detalhe em camurça e burel. Tudo feito artesanalmente no atelier. É uma peça com memória que une a frescura térmica do linho a uma estética rústica e contemporânea e a um respeito profundo pela natureza. Pela sustentabilidade.
Com atelier em Campo Benfeito - uma pequena aldeia na serra de Montemuro, as Capuchinhas produzem vestuário em burel, linho e lã, usando teares manuais e técnicas tradicionais. Com design, assinado por Paula Caria.